29.02.2020 | Em um intervalo de 7 dias, desde que saímos de Munnar, passamos 3 noites em viagens noturnas de ônibus e trem. Depois desse intensivo, merecíamos um descanso. 😊
E Goa veio para isso! Ficamos em um hostel super agradável próximo ao mar, na praia de Anjuna, um local menos badalado da cidade. Goa, além da colonização portuguesa, também é conhecida como a capital das baladas na Índia. Mas definitivamente não era disso que estávamos atrás… 😅
Nosso primeiro dia foi apenas de descanso. Fomos tomar um café longo no Artjuna, um café super estiloso ali da região, e curtimos o resto do dia na praia (e sequer temos foto dessa tarde). À noite, fomos conhecer o Saturday Night Market (mercado noturno), passeamos pelos estandes e já jantamos por ali mesmo. Aliás, a Gabi não perdeu a oportunidade de estrear sua nova saia indiana adquirida em Hampi. 😍


O dia seguinte foi dedicado à história de Hampi, mas antes passamos por uma situação inusitada. No dia anterior, a Gabi havia conversado com o gerente do hostel sobre a melhor forma de se locomover até a parte histórica da cidade. Ele sugeriu que alugássemos umas “bikes” e ela achou o máximo ir de bicicleta até lá. Eu dei uma olhada no mapa e não me animei muito, afinal seriam quase 30km só de ida, mas segundo ela o gerente confirmou que era tranquilo. Na noite anterior, encontramos um turista indiano no hostel e começamos a bater um papo. Foi quando descobrimos que as “bikes” eram na verdade motocicletas (estilo Honda Biz). 😂😂😂 Bom, já sabíamos que em algum momento teríamos que encarar as motos na Ásia, mas não imaginamos que estrearíamos na Índia.
Depois de uma breve introdução sobre como operar a motoca (afinal, desde que tirei a carteira, nunca tinha pilotado moto na vida), lá fomos nós! O começo foi um pouco tenso, mas aos poucos fui pegando a prática (mal sabíamos que esse seria nosso principal meio de transporte no nosso próximo país). 😁


Nosso primeiro destino: Catedral da Sé de Goa. Os portugueses chegaram em Goa em 1510, atraídos pela variedade de especiarias e as oportunidades de comércio. Goa se tornou a principal colônia portuguesa nas “Índias”, a qual durou até 1961. Mas, diferentemente do que tínhamos em mente, apenas uma pequena fração de habitantes fala português por lá hoje em dia. Mesmo assim, Goa ainda preserva vários traços da colonização europeia.
A Catedral da Sé é um desses exemplos. A igreja é a maior da Ásia e começou a ser construída em 1562, mas levou 90 anos para ser concluída. 🤦♂️ Uma das suas torres foi destruída por um raio em 1776 e desde então a igreja segue assim (virou sua característica). A fachada e o interior são sóbrios e pouco decorados, mas nem por isso deixam de encantar.


A poucos metros da Sé, está a Basílica de Bom Jesus. Essa igreja é famosa por conter o túmulo e os restos mortais de São Francisco Xavier, conhecido como o apóstolo das Índias, por seu trabalho missionário na região. As duas últimas fotos abaixo mostram respectivamente o túmulo e os restos mortais, que se encontram dentro de um caixão de prata, guardado por dois anjos no altar do mausoléu. A basílica é da mesma época que a Catedral da Sé, início do século 17, mas ao contrário da vizinha, sua fachada e altar chamam mais atenção pelos detalhes arquitetônicos.




Depois de conhecer as igrejas, fomos em direção ao bairro de Fontainhas, tido como o mais português da cidade. A ideia era almoçar algo português, mas o restaurante que tínhamos listado não estava aberto para almoço. Por fim, acabamos em um lugar chamado Kokni Kanteen, que estava lotado e tem como especialidade o Thali (seleção de vários pequenos molhos servido com arroz ou chapati) de frutos do mar. A comida estava um pouco apimentada demais, mas bem gostosa mesmo assim.
Após o almoço, fomos caminhar um pouco por Fontainhas e explorar suas ruelas e casas decoradas em estilo português, com seus azulejos clássicos enfeitando as placas de rua e os números das casas. Tomamos um espressinho no “Café Nostalgia” e de lá partimos de volta ao nosso hostil em Anjuna.







O último dia por Goa foi dedicado inteiramente às praias. Já experientes 🙄, alugamos a moto novamente e fomos explorar algumas praias da região sugeridas pelo gerente do hostel. A primeira parada foi em Arambol Beach, tido como um reduto hippie e barato para viajantes. A praia não é lá essas coisas, mas escolhemos um dos vários bares de praia e ficamos ali relaxando algumas horas. Ainda demos uma passada rápida pelo hippie market (feirinha local) e depois seguimos em direção a Mandrem Beach. Mandrem é muito mais tranquila e bonita que Arambol, mas acabamos ficando pouco pois já era um pouco tarde e tínhamos outro plano para o pôr do sol.




Para fechar o dia, fomos até o mirante de Vagator Beach, uma área mais alta de onde se tem uma vista incrível do Oceano Índico. O local é concorrido no fim da tarde, mas achamos um cantinho nosso e ficamos ali curtindo o momento, agradecidos por estar tendo essa oportunidade maravilhosa. 😊🌅






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