26.01.2020 | Nossos dias em Dahab foram dedicados a explorar as profundezas do Mar Vermelho e foi através dele também que seguimos viagem. Cruzamos o Mar Vermelho de ferry e assim nos despedimos do Egito e da África, depois de mais de 4 meses explorando esse continente incrível! Depois de algumas horas navegando, chegamos na Jordânia, onde começou nossa jornada pela Ásia. 😃
Analisamos a possibilidade de fazer esse mesmo trecho de avião, o meio mais utilizado por estranjeiros, mas o custo era bem elevado considerando a curta distância entre os dois países. Ao buscar alternativas, descobrimos o ferry da AB Maritime (75 USD) que sai da cidade de Nuweiba e vai até Aqaba, a única cidade costeira da Jordânia e, portanto, um importante porto do país. Poucos blogs de viagem falam sobre essa travessia e, quando estávamos no ferry, constatamos que esse meio de transporte é praticamente usado só pelos locais. Se tinham dez turistas, já era muito. 😅 Por coincidência, nos encontramos com o James e a Mana, o mesmo casal que estava com a gente na interminável viagem de ônibus de Luxor até Dahab e seguimos juntos em mais uma aventura.
Partimos juntos da rodiviária de Dahab, onde eles também passaram uns dias mergulhando, e de lá pegamos o ônibus para Nuweiba, que fica a uns 70 km de distância. Cerca de uma hora e meia depois desembarcamos em frente ao porto da cidade e eu (Gabi) fiquei cuidando das malas de todos enquanto “os James” e a Mana corriam contra o tempo para comprar nossas passagens. E foi literalmente uma corrida – a gente tinha acabado com nossos dinheiro egípcio e a ideia era pagar a passagem com dólar ou cartão, mas a empresa só aceitava libra egípcia. E lá foi o James correndo de um lado pro outro atrás de um caixa eletrônico. 🏃😅 No fim deu tudo certo e, com o bilhete em mãos, fomos autorizados a entrar no terminal de passageiros do porto.
Antes de embarcar, ainda tínhamos que fazer o processo de emigração do Egito. Os passaportes foram retidos logo depois de passarmos pelo raio-x e devolvidos ainda antes do embarque. Como já tínhamos lido que funcionava dessa forma, ficamos um pouco mais tranquilos em perder nossos passaportes de vista por alguns minutos. Com a saída do Egito devidamente registrada, foi só embarcar no ferry e curtir a viagem. Vale anotar a dica: leve um sanduíche de faláfel e garanta um delicioso almoço no deck. Se tiver amigos e um ukulele fica melhor ainda. 👌😉



Durante as três horas que navegamos, tivemos sempre a companhia do lindo contraste do Mar Vermelho com a aridez do deserto da região. Enquanto nos despedíamos do Egito ao olhar para a esquerda, ao lado direito avistávamos a Arábia Saudita até finalmente chegar na Jordânia. Ao desembarcar do ferry, um funcionário do porto guiou o pequeno grupo de turistas até o guichê de imigração enquanto egípcios e jordanianos seguem para um procedimento mais simples devido ao acordo entre os países.



Cidadãos de apenas 12 nacionalidades, majoriatariamente do Oriente Médio, são isentos de visto para entrar na Jordânia. Já para a maioria daqueles que preciSam de visto, a solicitação pode ser feita na chegada, mediante ao pagamento de uma taxa de 40 JD (~55 USD). Também é possível pagar a taxa previamente, adquirindo o Jordan Pass. Para quem quer explorar as principais atrações do país como Petra e Wadi Rum, o Jordan Pass ajuda a otimizar os gastos. O passe inclui a taxa do visto e também a entrada às principais atrações do país. Existem diferentes tipos de Jordan Pass, sendo a principal diferença entre eles o número de dias que se tem para visitar Petra, a cidade perdida!
Depois de ler vários blogs e conversar com alguns viajantes de encontramos pelo caminho, optamos por comprar o passe Jordan Explorer, que custa 75 JD e dá direito a 2 dias de visita em Petra. Contamos mais sobre esse passeio em outro post, mas achamos que 2 dias em Petra é o ideal. Se tivéssemos comprado o ingresso para 2 dias de visita em Petra de forma independente (55 JD), somado a taxa do visto (40JD), já seria mais caro que o valor do Jordan Pass, sem falar nas outras atrações que também ingressamos com ele. Então, para quem planeja visitar a Jordânia, a dica é: não deixe de adquirir o Jordan Pass!
Retomando o processo de imigração, tudo ocorreu de maneira bem tranquila, através do número do passaporte o agente identificou nosso Jordan Pass e carimbou nosso passaporte, garantindo assim a nossa entrada no país. De qualquer forma, para evitar imprevistos o recomendado é levar o passe impresso. Com o processo finalizado, outro agente nos guiou até o raio-x e depois nos levou até a saída do terminal. Dividimos um táxi com nossos amigos e fomos direto para o hotel, no centro de Aqaba. Cansados depois e um longo dia de viagem, só saímos para jantar e logo voltamos pro hotel.
Aqaba é bastante visitada para quem quer mergulhar no Mar Morto. Como fizemos os mergulhos em Dahab, no Egito, decidimos ficar só uma noite antes de seguir pra Amã. Mas como nosso ônibus partia só ao meio-dia, aproveitamos para caminhar pela cidade e paramos para um café da manhã bem árabe, com ful (uma espécie de purê de feijão), pão pita e faláfel. Enquanto continuávamos nossa caminhada por Aqaba, vimos pela primeira vez o café turco sendo feito na areia quente e tivemos que provar. Foi o primeiro de muitos, uma delícia assim como tudo o que provamos nesse país com uma culinária incrível (mais detalhes nos próximos posts)! 😋



Depois das delícias que provamos pela manhã, voltamos ao mesmo local e compramos um sanduíche de faláfel, assim já garantimos nosso almoço na estrada. Agora sim, com os sanduíches em mãos estávamos prontos para seguir viagem rumo a Amã e começar a explorar esse país que nos recebeu de uma maneira bem deliciosa. 😉

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