16.03.2020 | No final do dia, saímos de Pushkar com destino a Jaipur, nossa última parada no Rajastão. Chegamos já de noite e fomos direto ao hostel que havíamos reservado. Deixamos nossas coisas no quarto e saímos rápido para jantar porque já estava ficando tarde. Fomos em um lugar próximo recomendado pelo hostel que revelou-se uma ótima surpresa. No alto de um prédio, o Hawk View tem uma comida excelente, vista super bonita e, não à toa, tem avaliação máxima no Tripadvisor. 😋👌
As notícias que chegavam sobre a epidemia de COVID não eram nada animadoras. Ficamos sabendo que os principais monumentos turísticos da Índia (incluindo o Taj Mahal) seriam fechados dali a alguns dias e um possível lockdown no país começou a ser especulado. Durante o jantar, discutimos as nossas possibilidades. Eu (James) estava mais propenso a seguir viajando até quando desse, enquanto a Gabi estava mais cética e queria pensar em uma solução mais definitiva. Com o fechamento dos monumentos, vi que a situação estava ficando crítica e, depois de refletir durante a noite, decidimos comprar uma passagem para a Tailândia no dia seguinte. Vamos deixar para explicar melhor os motivos que nos levaram a Tailândia em um próximos post, mas ajudou o fato de já conhecermos o país (estivemos lá em 2015) e sabermos que é um dos lugares preferidos por nômades digitais e viajantes de longo prazo. E essa decisão em pouco tempo se provaria muito acertada… 😁
Mas voltando a Jaipur… Com a passagem comprada para o final do dia seguinte, tínhamos cerca de um dia e meio para explorar a cidade e, assim, não perdemos tempo e fomos conhecer a cidade rosa.
Nosso primeiro destino foi o Amber Fort. Patrimônio histórico da UNESCO e um dos mais visitados da Índia, esse forte foi construído em 1592 e fica no topo de um monte nos arredores de Jaipur. O Forte mistura influências hindus e islâmicas (império mogol) e é decorado com muito mármore.






Como tínhamos pouco tempo e é fácil “se perder” nos vários labirintos do Forte, decidimos contratar um guia para nos levar às principais atrações. Dentre os destaques, estão a área conhecida como Diwan-e-Aam (ou Hall das Audiências Públicas) com suas dezenas de pilares em mármore; a Ganesh Pol (uma porta enorme decorada com mosaicos coloridos); e o Sheesh Mahal (ou Hall dos Espelhos) que, como o nome já diz, é decorado com vidros espelhados de origem belga e já foi a residência da família real de Jaipur. 🤩








Ah, não reparem no bigode. 😂😂😂 Decidi fazer uma homenagem aos indianos já que estávamos indo embora do país, mas acho que eles não curtiram muito não… 😅


Pegamos um tuktuk e fomos até o Jal Mahal ou Palácio da Água. Esse Palácio fica no meio de um lago, literalmente, e o acesso até ele é proibido, mas a vista do conjunto palácio-lago é incrível. O reflexo da luz na água no fim do dia deixa a paisagem ainda mais especial e rende ótimas fotos. 🌅



Para fechar a tarde, fomos tomar um lassi (bebida típica indiana à base de iogurte e frutas) de frente para o monumento mais icônico de Jaipur: o Hawa Mahal. De arquitetura única, com suas dezenas de varandas, esse prédio foi inicialmente construído para servir de ponto de observação de procissões e desfiles para as mulheres da família real, as quais não podiam ser vistas em público. Hoje, esse edifício tornou-se o símbolo da cidade por conta de seu estilo diferenciado e a cor tradicional que representa Jaipur, o rosa. 😊





Decidimos aproveitar nossa última noite na Índia e fomos jantar em um lugar legal (um pouco mais caro que a média) que tinha ótimas avaliações, o Bar Palladio. O local era muito bonito e a comida ótima. Curtimos tanto nossa última noite que até esquecemos de tirar foto. 😁
No dia seguinte, saímos para caminhar e explorar as ruelas da cidade rosa por mais algumas horas. Passamos pelo Palácio da Cidade (que já estava fechado por conta do COVID) e por algumas portas clássicas que delimitam a antiga cidade murada. Também passamos por um mercado de flores, sempre presentes nas regiões próximas aos templos e ficamos observando o cotidiano e a movimentação dos locais, numa via que é compartilhada por carros, tuctucs, motos e até elefantes. Tudo com muita buzina, é claro!









Durante esse passeio despretencioso, foi um pouco triste observar a cidade vazia e um certo desespero dos comerciantes que dependem do turismo tentando fazer os últimos negócios antes de fecharem as portas, sem previsão de retorno… 😕

Perto do meio dia o calor já estava intenso e a fome começou a dar sinais. Fomos comer novamente no Hawk View e dessa vez pedimos um thali, prato típico indiano, para fechar nossa passagem pelo país. Voltamos para o hostel, fizemos as malas e no fim da tarde partimos para o aeroporto.
Conseguimos ficar 1 mês completo na Índia, mas o plano original era ficar pelo menos mais uns 20 dias. Não conseguimos conhecer Délhi, o Taj Mahal, Varanasi e nem o norte famoso pelos retiros de ioga. Temos certeza que vamos voltar e, apesar dos sentimentos mistos em relação a vários aspectos culturais, esse é um país que não pode ficar de fora de uma viagem longa. Como ouvimos de vários viajantes, a Índia deixa marcas e essas marcas nos fazem entender um pouco melhor o mundo em que vivemos, afinal eles representam cerca de 1/5 dele… 😉

Deixe um comentário